Página do Projecto RCAAP (Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal)

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FAQ'S

O Acesso Aberto é compatível com altos níveis e alta qualidade?

Completamente. A resposta curta é que os mesmos fatores que criaram os altos padrões e a alta qualidade nas publicações académicas tradicionais podem ser implementados, com os mesmos efeitos, na literatura de acesso aberto. A resposta longa depende de qual nós estamos a falar se de auto-arquivo ou de revistas científicas de acesso aberto.

1. Auto-arquivo. A comunidade académica auto-arquiva preprints não revistos ou postprint revistos. Vamos colocar isto em ordem. (A) Ao chamar preprints “não revistos” queremos dizer que eles não foram peer-reviewed. A sua qualidade ainda não foi testada ou aprovada por outras pessoas do mesmo campo. Mas isto acontece porque são preprints não referenciados e não porque o arquivo lhes dá acesso aberto. Enquanto estiverem rotulados como preprints não se está a enganar os leitores e não há diluição do corpo da literatura peer-reviewed. (B) Postprints referenciados foram peer-reviewed por revistas científicas. Estes foram julgados e recomendados pelos níveis de revistas científicas do mesmo campo, e estes níveis não dependem do formato da revista (impressa ou eletrónica) ou custos (pagos ou grátis). A qualidade dos artigos confirmados por estes níveis dependem inteiramente destes mesmos níveis e não do facto do arquivo providenciar acesso aberto a eles.

2. Revistas científicas. A qualidade das revistas científicas é proporcional à qualidade dos seus editores, o quadro editorial e referências por outro lado afetam a qualidade dos autores que submetem os seus artigos a eles. As revistas científicas de acesso aberto podem ter exatamente o mesmo controlo de qualidade que revistas científicas “pagas”. A principal razão é que as pessoas envolvidas no processo editorial e os níveis que estes utilizam não dependem dos formatos (impressos ou eletrónicos) ou dos custos (pagos ou grátis) da publicação. Isto é claro nos casos em que a mesma pessoa que edita as revistas científicas impressas ou de acesso limitado também edita as revistas científicas de acesso aberto, porque a sua revista aparece nas duas versões ou porque se demitiram de uma revista científica que não apoia o acesso aberto e criou uma revista de acesso aberto para servir a mesma comunidade académica. As revistas científicas de acesso aberto não diferem de revistas científicas pagas no seu comprometimento com o peer-review ou no modo de o conduzir, mas somente no modelo recuperação de custos, o que não interfere em nada com a qualidade dos artigos que eles publicam.

A verdadeira questão aqui é saber se aqueles que desejam o acesso aberto pretendem abandonar o peer-review, ou um tipo auto-publicação na Internet que ultrapasse o peer-review, e a resposta é não.

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